quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Sobre uma melodia antiga, sem letra

Fotografia: Anna Laura Neumann

Hoje eu me lembrei de uma melodia antiga. Na verdade eu não sei se é antiga, mas sabe quando a gente fica com aquele “nãnãnã” na cabeça e não consegue lembrar da letra? Pois é, soou antiga. E antes disso me deu saudade de escrever. Pra ser sincera, saudade eu já sentia faz tempo, mas a vontade mesmo veio só agora, antes de chegar a melodia. Talvez sejam só coisas que acontecem com pessoas de 21 anos. Talvez sejam só sentimentos que surgem na transição dos 20 para os 21. Talvez seja só eu sendo eu mesma, com toda a complexidade que a questão envolve.

21 é diferente de 20 que é diferente de 22 e na verdade, muita coisa tem sido diferente mesmo e talvez, pela primeira vez em muito tempo, a saudade seja só de escrever e não de outro número, de outra fase, de outro tempo, porque este tem sido significativamente especial. Eu nunca pensei, de verdade, que o incomum pudesse ser tão bom quanto tem sido.

Hoje eu senti saudade, mas acima de tudo, eu senti vontade de escrever porque quando eu falo é sempre demais ou de menos e as palavras escritas parecem ter sempre a medida certa, a dose correta e mesmo que não fosse sob medida, eu me sinto tão mais confortável escrevendo. Eu andei descansando os punhos porque durante muito tempo eles trabalharam em ritmo frenético e ininterrupto, mas hoje a saudade cantou pra vontade aquela melodia antiga sem letra e não deu pra resistir “nãnãnã”, talvez seja “parabéns a você”.

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