terça-feira, 29 de março de 2011

A pergunta das respostas

Fotografia: Anna Laura Neumann

Como me dizia um (des)conhecido outro dia, muitas vezes a gente sabe a resposta o que desconhecemos é a pergunta. Eu dediquei muito tempo da minha vida a decorar todas as repostas, conhecer todos os caminhos, saber a ordem de verdadeiro e falso. Então, quando a vida me colocou diante da primeira pergunta eu selecionei, aleatoriamente, uma das respostas decoradas e lancei ao acaso. Não era a correta, obviamente. Muitos dos questionamentos do destino exigem uma nova interpretação diante do antigo impasse, pois fazem parte de um novo contexto e o que é novo não existe, não foi feito, não foi perguntado nem respondido, não é verdadeiro nem falso. É somente novo, até que alguém rotule ou classifique.

E veja bem, eu aprendi a gostar do novo. Apreciar o novo abraço, brilhar com o novo olhar, ser alegre com o novo sorriso e feliz com o novo coração. Eu não parei de questionar nem abandonei as inquietudes, apenas apaguei tudo aquilo que eu havia decorado e incorporei novas regras para não cometer os velhos equívocos. Estou aprendendo, sobretudo, a interpretar. Não um papel, mas o contexto das respostas em que eu procuro encontrar as possíveis perguntas. Porque juntas, resposta e pergunta dão sentido a isso que não consigo explicar.

Eu insisto, reafirmo e confirmo: algumas coisas a gente apenas sente.

2 notas de rodapé:

Tiago Moralles disse...

Essa de que às vezes nos falta a pergunta, fez-me lembrar de O Guia Do Mochileiro Das Galáxias. Já leu? É muito nerd, mas é legal.

Taíssi Alessandra disse...

Ainda não li, mas vou incluir na lista da próxima remessa :)

Postar um comentário

Fique a vontade, a época é toda sua.