sábado, 4 de dezembro de 2010

Perder faz parte do jogo


Fotografia: Daniel Figueiredo
http://www.flickr.com/photos/daniboy

Minha mãe sempre me dizia, desde pequena, que a gente tem que saber perder. No começo eu não entendia muito bem, mas existe uma diferença significativa entre perder uma partida de paciência e perder uma pessoa que se ama muito. Talvez por esse motivo ela sempre tenha repreendido as atitudes da minha vó, quando esta tentava facilitar o jogo pra mim. Quando meu avô se perdeu da gente, não havia ninguém que fosse capaz de "facilitar o jogo" para a nossa família. Eu, no auge dos meus quase três anos, ainda não era capaz de discernir a situação.

Dezessete anos e muitas perdas depois, eu me pergunto se aprendi a lição. A resposta não é imediata, ainda exige de mim certa reflexão. Algumas coisas, ou muitas, eu pensei ter perdido por algum tempo, até perceber que elas nunca tinham me pertencido de fato. E a gente às vezes sente falta de coisas que nunca nos foram necessárias, meros jogos de paciência disfarçados de amor, partidas que a gente perde ou ganha sem sequer saber que estava jogando.

O fato é que a jogatina vai adquirindo relevância até se tornar um vício. Esquecemos que existem outras opções e que viver tem mais a ver com as nossas escolhas do que com a nossa saúde. Perder é um risco inevitável ao qual todos estão sujeitos, o que falta é consciência por parte do jogador. A gente nasce sabendo vencer e pode levar um tempo, mas a gente aprende a perder também.

2 notas de rodapé:

Jordan Eduardo disse...

vamo botar uma vida aqui na parte dos comentários...
hehe

todo mundo acha lindo, mas ngm comenta
aí não dá...

Mt legal o post!

E descobri que teu blog é bairrista.
Só aqui no sul a imagem apareceu.
XD

Taíssi Alessandra disse...

Obrigada Jô :D
é que, na verdade, eu fiz outro esquema com a imagem, por isso apareceu.
hehehe

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