terça-feira, 4 de maio de 2010

Sobre medos, freios, mãos e enganações

Muita gente tem medo e pouca gente tem coragem, começa por aqui. Partindo dessa premissa chegamos a um raciocínio dedutivo lógico: isso de fato, faz diferença. Quem vive com os pés fincados no freio e – pelo menos – uma das mãos segurando impunemente o freio de mão, não anda. Mais do que isso, não almeja sair do lugar. Veja bem, com apenas uma das mãos e o restante de força que sobrevive ao esforço gritante de manter os pés atrelados ao freio, não resta muito que fazer. Há então, os que contentam-se apenas em acenar com a mão “livre” para a vida que lhes passa diante do pára-brisa e os que nem a isso se atrevem. Há finalmente, os que se arriscam em determinado momento a soltar a outra mão para alcançar os braços que se estendem em sua direção e a tirar, aos pouco, os pés do freio, permitindo-se assim, avançar. Digo que o risco de ser feliz vale a tentativa, não apenas para convencê-los disso, mas repito a mim mesma todos os dias a fim de que eu seja a primeira a ser convencida.

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