domingo, 25 de abril de 2010

Os fins, os meios e os (re)começos

No fundo sempre soubera que nenhum deles era o certo, ainda que essa certeza viesse a tornar-se mais convicta nos últimos tempos, depois dos últimos incidentes amorosos. Digo incidentes pelo fato recorrente de que o fim sempre traz prejuízos para uma das partes, na maioria das vezes para as duas, prejuízos no sentido de tudo aquilo que é dor, a lição fica como saldo positivo do fim, assim como tudo aquilo que valeu a pena.
Ela sabia, a gente sempre sabe, só não presta atenção nos sinais porque eles são pequenos e passam despercebidos diante do tamanho de tudo aquilo que se está vivendo no momento. Queria tentar, não perderia a esperança, talvez perdesse muito mais do que isso, afinal o que se perde na tentativa de ganhar?
Os fins são desgastantes, os meios por vezes também, permaneceria então dessa vez apenas no começo. Para sempre enquanto durasse, todo o dia seria o (re)começo. Acordaria para o novo e todo resto ocuparia seu lugar no espaço, não importando onde se encontrasse ou para onde estivesse indo. Mais do que tudo, dessa vez ela prestaria atenção no sinal, pois dessa vez ela sabia como ele era e não tinha pressa em encontrar ou ser encontrada.

2 notas de rodapé:

Paulo Régis disse...

Nossa! Muito lindo isso!
Hoje você ganhou um novo leitor para seu Blog.
:D

Taíssi disse...

Obrigada, que bom que gostaste.
Será sempre bem-vindo aqui!

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